Resposta direta
Descreva onde dói, quando começou, como se comporta e o que deixou de conseguir fazer.
Intensidade é importante, mas localização, qualidade, duração, crises, fatores de piora, sintomas associados e impacto funcional tornam a avaliação mais completa.
- Use palavras concretas e exemplos da rotina.
- Mostre em um desenho quando a localização for difícil de explicar.
- Registre duração e frequência das crises.
- Informe fraqueza, perda de sensibilidade, febre, trauma ou alterações urinárias e intestinais.
Localização
Aponte onde começa e se se espalha. Diferencie dor superficial, profunda, em articulação, músculo ou trajeto de um membro quando isso for perceptível.
Qualidade
Palavras como queimação, choque, peso, aperto, pontada, latejamento ou formigamento podem ajudar, mas não definem sozinhas a causa.
Tempo e padrão
Informe quando começou, se foi súbita ou gradual, duração das crises, frequência e períodos do dia em que piora. Relacione com trauma, infecção, cirurgia ou mudança de atividade quando existir.
Piora e alívio
Movimento, postura, esforço, toque, alimentação, tosse, estresse ou repouso podem modificar a dor. Registre também o que melhora e por quanto tempo.
Impacto funcional
Diga o que deixou de conseguir fazer: caminhar, dormir, dirigir, trabalhar, vestir-se, cozinhar ou cuidar de outra pessoa. Esses exemplos ajudam a definir metas.
Sinais associados
Fraqueza nova, perda de sensibilidade, febre, perda de peso, trauma importante, alteração de controle urinário ou intestinal e dor súbita intensa merecem avaliação prioritária.
Dúvidas frequentes
Preciso usar termos médicos?
Não. Palavras próprias e exemplos concretos são mais úteis do que tentar adivinhar um diagnóstico.
A nota de zero a dez é suficiente?
Não. Ela deve ser combinada com função, duração, frequência e sinais associados.